É muito difícil aparecer algum filme de animação que desperte realmente a atenção dos espectadores que não sejam os dos grandes estúdios americanos ou de Hayao Miyazaki. E é simples saber os porques. Normalmente são filmes tecnicamente bem abaixo dos seus primos ricos, com histórias bobocas entupidas de piadas pretensiosas como "Deu a louca na Chapéuzinho" ou em qualquer outro personagem de contos de fada infantis (pode-se sempre contar com a criatividade de quem dá o título em português para filmes para tornar pior o que já era ruim).
Mas vez ou outra aparece um Bicicletas de Belleville ou um Persépolis que, se não são exatamente sucessos de bilheteria, conseguem fazer a alegria da crítica e, nesses dois casos particularmente, o da Academia.
Porém neste final de semana estreia nas salas brasileiras o divertido e muito bem feito Planeta 51, filme do estúdio espanhol Illion, que custou cerca de 70 milhões de dólares e já arrecadou nos EUA, em uma semana, o que Astro Boy levou um mês para ganhar.
Não se trata exatamente de um primor de história, nada disso. Na verdade é meio que um "E.T. - O Extraterrestre" às avessas. O Capitão Charles Baker desce triunfalmente em um planeta desconhecido com sua nave e logo se dá conta de que se trata de um planeta habitado por seres verdes completamente civilizados. Se você viu E.T., então não há muitos segredos no restante da história sobre o que acontece com este "alienígena". Mas, até aí, Monstros Vs. Alienígenas também não inaugurou uma nova era em termos de história e foi o sucesso estrondoso que conferimos.
Se não há grandes segredos na história no entanto, Planeta 51 (clara referência à mítica Área 51) apresenta bons e divertidos personagens, principalmente o fanático por ficção científica Skiff e o robô explorador Rover, uma qualidade de animação que fica devendo muito pouco aos filmes de uma Dream Works ou Sony Animation, boas tiradas com alguns clássicos da ficção científica e, esse o grande trunfo técnico do filme, um ambiente impecável que mistura caraterísticas futuristas com o visual dos anos 1950. Tudo muito bem cuidado e com uma qualidade que também só se costuma ver nos grandes estúdios.
Basta você não se irritar com a abrasileirada de muito mal gosto que, infelizmente, sei lá quem deu na dublagem de algumas piadas e tudo bem, é diversão garantida.
O Diabo está solto e veio parar no Brasil. Como estou um pouco sem tempo, vai só uma breve listinha das qualidades de Mahmoud Ahmadinejad, que pincei do blog do Reinaldo Azevedo, como uma breve forma de protesto.
Nós já sabemos, mas é preciso reafirmar:
— Ahmandinejad é financiador e fomentador do terrorismo no Líbano, nos territórios palestinos e no Iraque;
— Ahmadinejad é um negador do Holocausto;
— Ahmadinejad é um dos artífices de um programa nuclear secreto;
— Ahmadinejad é o homem que promete varrer Israel do mapa;
— Ahmadinejad é o homem que responde a bala a protestos por democracia;
— Ahmadinejad é o líder de um governo que manda para a cadeia e pode mandar para a morte homossexuais só por serem homossexuais e que reprime de modo brutal minorias religiosas;
— Ahmadinejad é o homem que foi reeleito num processo flagrantemente fraudado, o que os próprios aiatolás - menos aiatolula - reconheceram;
— Ahmadinejad é um dos líderes do Irã que satanizam os EUA e os acusam de responsáveis por todos os males que há no mundo.
Já tinha alguma informção que havia pinçado por aí de que quase todo o dinheiro para o filme "Lula, o filho do Brasil" tinha saído de empresas com algum negócio com o Governo. Quando coloquei aqui o trailer com um breve comentário, ainda não tinha a confirmação de quais eram essas empresas ou, até mesmo, se isso era verdade. Mas a Veja dessa semana nos fez o favor de divulgar uma listinha com as empresas e quais suas ligações com o Governo.
Sinceramente, não consigo ver esse filme de outra maneira senão como um tremendo instrumento de propaganda. Pra quê exatamente ainda não parei para avaliar. Mas os poucos que ainda lêem esse humilde blog, creio, têm mais ou menos ideia dos tipos de estadistas que já usaram deste artifício para se elevarem ao status de mito. Um deles tinha um bigodinho estranho e meio cômico e fazia saudações com o braço direito esticado. E nenhum deles, segundo consta, eram pessoas agradáveis de se tomar um cafezinho depois de contraria-los quando alcançavam o poder que almejavam.
Enfim, vai aí o quadro com alguns dos financiadores.
Claro que não deveremos ver nem sinal dessa edição de por aqui. Temos que nos contentar com a frutaria que virou a Playboy daqui mesmo. Fazer o quê? Afinal é a terra da banana né.
Como consolação, tem entrevista com a Marge no site da revista e link para comprar a edição gringa. Clique aqui para ler.
Depois de cinco anos de trabalho hercúleo, Lucas Martell finalizou seu belíssimo curta Pigeon: Impossible que já vem acumulando alguns prêmios e tendo merecido destaque no meio do universo da animação.
Vejam então o divertido curta e encontrem diversas e interessantes informações sobre a produção no site www.pigeonimpossible.com.
Saiu um novo trailer de Despicable Me (que no Brasil vai se chamar... ai... "Meu Malvado Favorito"), filme da Universal, que agora apresenta o misterioso personagem do primeiro trailer, Gu, dublado por Steve Carrel.
Chegou às lojas e locadoras nesta quinta-feira, 05 de Novembro, o DVD de O Grilo Feliz e Os Insetos Gigantes, filme em que, como vocês poderão observar nos créditos finais, aparece meu não muito extenso nome entre os de tanta gente competente.
Como já contei pra todo mundo que não trabalhou comigo como foi a experiência de participar de algo assim, então vou poupá-los.
Enfim. O Natal já está aí e seria um presente bem legal para os filhos, sobrinhos, papais, mamães, vovós, cachorros e todos aqueles que vocês quiserem agraciar com um filme bacana e ainda poder dizer "um amigo meu trabalhou neste filme". Comprem e divulguem o lançamento, please.
Deve haver por volta de uns 500 motivos para se ver "500 dias com ela". Um, certeiro, é Zooey Deschanel. É impossível não se apaixonar por ela ou, melhor neste caso, por Summer, sua personagem nessa muito original comédia romântica dirigida pelo estreante Marc Webb. O problema no entanto é fazê-la se apaixonar por alguém.
Restam tantos outros motivos para acompanhar a tentativa de Tom Hansen, representado pelo ótimo Joseph Gordon-Levitt, de fazer justamente a linda, inteligente, divertida e independente Summer assumir o relacionamento entre os dois. Parada dura para Tom que é narrada meio que em forma de diário, numa ordem não linear que só torna tudo ainda mais divertido.
O filme é cheio de referências pop, principalmente na ótima trilha sonora, divertidíssimas referências cinematográficas e utiliza de alguns recursos gráficos e edições muito bem sacadas. E embora tudo leve a crer que parece um filme doce, não se engane. É daqueles filmes que te dão um chute na bunda e dizem "pare de lamber suas próprias feridas seu desgraçado e dê um jeito nessa sua vida medíocre".
E quase como um apêlo, vou fazer minhas as palavras de Isabela Bocov, da Veja, em sua crítica sobre o filme: "Se você tiver tempo de ver apenas um filme este mês e já viu Distrito 9, então veja 500 dias com ela". Definitivamente eu não posso fazer mais por vocês para que não percam uma das melhores películas do ano.
Coisa de adulto. Ou porque voltar a ler quadrinhos.
Quando criança, lia quadrinhos com uma voracidade que só não era maior porque não era possível comprar tantas revistas quantas eu quisesse. Papai não liberava tanta grana assim nem se você caprichasse mais na lavagem do carro no final de semana. Fato é que ler quadrinhos não só me ajudou a ler muito melhor como ensinou um bocado, ainda que de forma superficial e meio vaga, sobre o que é certo e errado, a coisa da moral, tão em falta hoje em dia em jovens e adultos. Dos que liam quadrinhos nessa época e que tenho contato até hoje, todos têm esses conceitos bem mais enraizados que a maioria das outras pessoas que, no fim, não leem é nada.
Mas quase todo mundo perde por um momento, ou definitivamente, contato com o mundo dos quadrinhos. "Já foi meu tempo", "não é mais pra mim" e "é coisa de moleque" são alguns dos comentários que se houve como justificativa. No meu caso, foi um pouco da soberba que nos toma quando entramos na universidade, cuja necessidade de leituras mais carrancudas acaba, na verdade, nos roubando um bocado do olho clínico para outras formas interessantes de expressão mais populares.
No entanto os quadrinhos também cresceram. Numa estratégia inteligentíssima dos seus editores, os personagens começaram a incorporar os dramas da sociedade moderna, deixando de ser meros objetos de idolatria para se tornarem mais mundanos, vivenciando experiências mais próximas das de seus leitores. E então, as histórias em que simplesmentes os heróis iam lá, espancavam os bandidos e os deixavam amarrados num poste para a polícia prendê-los posteriormente passaram a não fazer mais sentido.
Enquanto os quadrinhos se transformavam e ganhavam ou expandiam outros segmentos como os mangás e novelas gráficas, nossas vidas também foram se transformando e no último domingo, quem diria, lá estava eu e muitos, mas muitos mesmo, outros adultos numa feira comprando... quadrinhos. E, sinceramente, se ainda fosse meu pai que pagasse a conta, eu teria que lavar os carros do bairro inteiro pra compensar. Era a Festcomix, em sua 16ª edição, e saí de lá me perguntando onde diabos eu estava com a cabeça que não fui nas outras edições e, pior, porque não fui em tantos outros eventos de quadrinhos, como a FIQ, que há duas semanas aconteceu em Belo Horizonte e, segundo me contaram, foi sensacional.
Quadrinhos nem de longe é mais coisa de criança. Esqueçam. Nem no preço, nem nas histórias nem nos desenhos. É uma forma de expressão consolidada para o público adulto e deveria ser mais divulgada, expandida e principalmente lida, tanto as obras gringas como a ótima produção nacional. Hoje quadrinhos tem lugar garantido até mesmo em livrarias. Sim, bem ali em algum lugar perto de Melville, Dickens ou Cervantes tem Craig Thompson, Alan Moore, Marjane Satrapi, Art Spiegelman, entre tantos outros que, podem ter certeza, são tão prazerosos e enriquecedores de se ler quanto os primeiros.
Portanto, quando forem até a prateleira levar mais um volume da série Crepúsculo ou Harry Potter, que muuuuuito adulto tem lido sem a menor dor na consciência, deem uma passadinha no setor de quadrinhos e levem alguma coisa dos nomes que disse acima. Estou pra dizer que vocês vão sair ganhando, e muito.
Personagem de desenho animado nunca morre, certo? Pode cair piano ou bigorna em cima, ser atropelado por um ônibus, cair de um precipício centenas de vezes e, logo em seguida, está lá o dito cujo sem nenhum arranhão. Sorte nossa, porque imagina se o Pica-Pau morresse descendo as cataratas num barril? Ou o coiote de Papa-Léguas ao despencar penhasco abaixo? Como ficaria toda nossa infância?
Mas aí um tal de College Humor resolveu sacanear o logo da Pixar e matou o pobre do I, que sempre é esmagado pela luminária símbolo da empresa. O resultado, divertidíssimo, vocês acompanham logo abaixo.
Sádico, visceral, doentio, cínico, extremamente violento, vingativo e, ainda assim, plasticamente belo. Sim, é mais um filme de Quentin Tarantino. É isso que você vai encontrar no universo alternativo de Bastardos Inglórios, nome dado a um grupo de judeus a serviço dos americanos mas que age com suas próprias regras que, basicamente, se resume à "kill the naziz" como brada Aldo Raine, o personagem de Brad Pitt (que tá a cara do Marlon Brando) ao seu pelotão de figuras peculiares.
Invariávelmente, depois de devastar um pelotão de nazistas e escalpelá-los (só mais uma das barbáries divertidas do filme), os Bastarados deixam um soldado pra contar a história e espalhar a fama do grupo. E cada vez que uma nova investida do grupo chega aos ouvidos de Hitler, não é preciso dizer que aflora aquela sua figura esteriotipada completamente fora de controle, numa grande atuação de um desconhecido Martin Wuttke. Ah! E se os nazistas gostavam de colocar as faixas em Judeus para poder identificá-los, os Bastardos também gostam de saber muito bem como identificar um nazista na posteridade. Mas vou deixar pra vocês descobrirem o modo "sutil" de marcar as pessoas que eles usam.
Na sua missão pouco modesta de ir se infiltrando no Reich até tentar destruí-lo pela raiz, os Bastardos não contavam com uma ajuda casual e discreta de Shosanna Dreyfus, interpretada por uma estupendamente bela e também desconhecida Mélanie Laurent. Uma das melhores personagens do filme, Shosannna é uma garota judia sobrevivente de uma das buscas implacáveis do Coronel Hans Landa, o "Caçador de Judeus". Dona de um modesto cinema na França ocupada, preocupada apenas em tocar sua vida solitária e cheia de perdas doloridas, repentinamente lhe cai sobre os ombros nada mais nada menos que simplesmente a chance de mudar o destino do mundo. Fácil, não?
E se todas as características que você quer ver num filme de Tarantino, e vê nesse também, mais suas referências cinematográficas, musicais e artísticas que só reconhece quem está afinado com ele não bastarem, tem a atuação absolutamente irrepreensível de Christoph Waltz como o cruel e extremamente metódico Coronel Hanz Landa já citado. Arrebatador. Seu personagem é de longe o mais legal e suplantou Brad Pitt, tido como a grande referência do filme. A sua maneira de abordar quem lhe é suspeito é perfeita e aterradora. O público sabe que ele sabe, sabe que os suspeitos sabem que ele sabe, e ele chega todo gentil e amigável, até lhe dar o bote com uma prova ou argumento irrefutável proveniente de seu implacável faro investigativo.
Tudo isso justifica o barulho que Bastardos Inglórios vem causando desde suas primeiras exibições, que os críticos desceram o porrete. O que o fez voltar para a sala de edição e voltar redondinho e, aí sim, conquistar crítica e público. Enfim, um filme de Tarantino, sempre na corda bamba do ame-o ou deixe-o.
Ao término da sessão de "9 - A Salvação" tem-se uma sensação de que se foi enganado. Particularmente não sabia se olhava o relógio ou refletia sobre o incompreensível final viajandão do filme. Porque a coisa passa tão rápido que parece que você viu uma versão estendida do curta homônimo de Shane Acker.
O filme é inegavelmente belo, tem toda a atmosfera sombria típica do produtor Tim Burton, um desenho de produção impecável mas justamente o curto tempo do filme faz com que sua trama fique pobre. Não dá para saber exatamente qual o objetivo dos personagens no filme e suas motivações, o que os tornou insossos e vazios. Nenhum se destaca. Nem mesmo o 9, que era para ser o Messias da coisa toda consegue se alavancar. A pressa faz quase tudo carecer de explicação e o que tem explicação é terrívelmente superficial.
Além disso, a premissa "máquinas com inteligência própria feitas para o bem da humanidade se revoltam e entram em conflito com os humanos" já está pra lá de surrada. Então se torna um terreno perigoso. E não que 9 - A Salvação não tenha lá o seu toque de originalidade quando o cientista distribui sua alma para os nove bonequinhos a fim de resguardar um pouco de humanidade na Terra, mas isso não é o suficiente para sustentar um filme quando é exposto de forma tão abrupta e se dissipa em míseros 79 minutos para absolutamente lugar nenhum.
Já havia lido algo sobre mas não quis acreditar. Mas taí o trailer pra provar. Mais um filme sobre Lula. Agora é sua biografia que, ao contrário do que o diz o trailer, todo mundo conhece e é uma história comum a tantos Silvas quantos a gente puder imaginar. Mas este não é um Silva qualquer. É um mito. E o filme só vem reforçar essa característica.
A última informação que tive é que aproximadamente 75% da verba para o filme, que custou cerca de R$12 milhões, foi obtida sem lei de incentivo, o que é uma proeza e tanto em se tratando de cinema nacional, até mesmo para o clã dos Barretos (o filme é dirigido por Fabio Barreto).
O filme abrirá o Festival de Cinema de Brasília e entra em cartaz dia primeiro de Janeiro com 600 cópias. Nenhum filme nacional teve tamanha distribuição.
E o que tem de errado fazer um filme sobre Lula e sua história e tomar uma porrada de salas de cinema com ele? Nada ué. A princípio pelo menos. Mas que tudo isso soa estranho, soa. Acho que se o Coringa estivesse por aqui ele diria: "It's all part of the plan!" Mas isso seria o Coringa e, covenhamos, ele não bate muito bem das ideias né?
Enfim, emocionem-se aí com mais uma versão da história sofrida de Luís Inácio.
Vasou o primeiro trailer de Toy Story 3, que só estava endo exibido durante a sessão dupla em 3D dos dois primeiros filmes da série. E tome nostalgia no começo do trailer. Até nisso essas mentes brilhantes da Pixar conseguem quebrar as nossas defesas e quase nos arrancar lágrimas. Mas vejam o que está reservado para os brinquedos mais queridos do mundo com direito à Buzz dando uma de Dom Juan. Sensacional como haveria de ser.
Grandes invenções quase sempre foram criadas com o intuito de trazer benefícios à humanidade. Mas quem e para que serão usadas essas invenções é o que, de fato, dará seus significados e suas respectivas relevâncias na história.
E é o uso desenfreado de uma máquina capaz de transformar água em comida, inventada pelo cientista frustrado Flint Lockwood, que causa uma tremenda confusão capaz de colocar em risco todo o planeta e é a grande sacada de Tá Chovendo Hambúrguer (Cloudy with a Chance of Meatballs).
Flint Lockwood vive numa pequena ilha perdida no mapa cuja economia gira totalmente em torno da pesca e comercialização de sardinhas. Evidentemente uma fonte econômica dessas está fadada ao fracasso e é aí que entra a importância inicial da invenção de Flint: salvar a ilha gerando outros tipos de comida que não seja sardinha. Essa concepção muito original é trazida ás telas com um humor físico extremamente frenético, principalmente nos primeiros vinte minutos de filme, politicamente incorreto, com o desperdício sem fim de comida, as dietas que começam a se tornar nada saudáveis principalmente para as crianças, entre outras piadas meio sórdidas e personagens extremamente cativantes e divertidos.
Além disso, o filme tem uma direção de arte belíssima, mesmo com designs bastante simples tanto para os personagens como para os cenários, e não economiza em efeitos, entupindo várias cenas com um sem número de personagens ou de comida, seja caindo do céu ou represada.
Mas depois de um caminhão de risadas nos primeiros minutos e apesar da história bem amarrada, das subtramas bem construidas do meio do filme, quando Flint perde o controle das coisas ao tentar impressionar a ex-nerd-pseudo-repórter Sam Sparks, provar sua genialidade à seu pai e atender aos pedidos do megalomaníaco prefeito Shelbourne, nesse período você parece sentir que algo está faltando. Fica uma sensação de "mas o filme estava tão engraçado até agora há pouco". Mas até aí você já foi fisgado e, quando se dá conta dessa tirada de pé, vamos para o climax e mais risadas estão garantidas.
Talvez seja aí que ainda acredito que Monstros vs. Alienígenas ainda se saia um pouquinho melhor, no equilíbrio. Mas nada que tire os méritos de Tá Chovendo Hambúrguer que, no todo, é o filme de animação mais divertido do ano.
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